18 de Abril de 2014

Há uns anos vivia aqui...

É engraçado rever os inicios do blogue, os porquês de ter começado, o que queria fazer. Acabo por perceber que há coisas de que queria falar mas que, por uma razão ou outra, nunca falei ou nunca mais pensei nelas. Afinal, o blogue também aparece por causa desses assuntos e por isso decidi dar-lhes mais atenção. Um deles são as casas. Decoração (basta seguirem o tag Keys, para verem o que foi publicado até hoje...). Quatro paredes cheias de coisas giras, que nos inspiram, que nos aconchegam nos dias frios e tristes, ou recebem os amigos em dias alegres. A de hoje, podia ter sido a minha casa quando era solteira, na fase em que vivi sozinha. Grandes tempos em que a melhor sensação que podia ter era sentar-me a comer um saco de meio quilo de amendoins para jantar e ninguém me vir chatear sobre o assunto (não era a melhor, mas era das melhores, de certeza).

A casa da Anette parece não ter muito para dizer, mas tem tanto que podia fazer um post de 10 páginas. É simples, cheia de luz, branca com o cinzento e o preto a contrastar (vamos combinar uma coisa? Um dos meus pet peeves é a expressão "apontamentos de (qualquer coisa)...", por isso, se por acaso a apanharem por aí estão autorizados a dar-me um carolo nos comentários). Aparentemente, tem apenas o essencial que seria pouco para a maioria das pessoas, mas quando penso sobre o assunto e a quantidade de tralha com que enchemos as nossas casas, acho que o essencial é suficiente. Adorei a forma simples como improvisou um candeeiro de mesa de cabeceira e até a própria mesa de cabeceira. Gosto da maneira como a casa tem um ar vivido e nada imaculado, como muitas que vemos. Daquelas onde parece que ninguém vive. Costumo dizer que, para uma casa ser vivida, tem de ter uns livros, jornais e revistas espalhados, mas a serem lidos, nada a fazer de conta!


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15 de Abril de 2014

Hoje saía assim...

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Dados adquiridos que me deixam doida: vestir para ir trabalhar. Tens de ser uma senhora. Tens de te mostrar à altura. O que vestes tem de mostrar profissionalismo. Como é que determinadas peças de roupa demonstram que somos mais ou menos competentes? A partir do momento em que não me sinto bem com o que tenho em cima, o dia não me corre bem. Não sou eu. Sinto-me uma fraude.
E se as minhas All Star estão decentes - leia-se limpas e com bom aspecto - e eu me sinto bem com elas, é com elas que vou trabalhar hoje. Enough said.

Imagem de Mon Chéri

13 de Abril de 2014

Leituras ao pequeno almoço de Domingo


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- A Páscoa está aí e sempre podem fazer uns coelhinhos queridos para oferecer.

- A verdade sobre o medo de falhar. É mesmo assim (e eu nunca tinha reparado).

- Pegar a vida pelos cornos. E não digo mais.

- E parece que a Primavera já chegou, por isso é uma boa altura para ter flores em casa. Este giveaway vem mesmo a calhar!

Imagem de 365 Days of Coffee

9 de Abril de 2014

A verdade é que a Primavera dá cabo de nós

Sem tirar nem pôr. É mesmo assim. Não me venham cá com coisas. A Primavera chegou há duas semanas e ah-e-tal-que-bom-25º e agora ninguém aguenta a mudança de estação. Toma lá. Andamos moles sem força para este sol todo. O nosso objectivo mais próximo é chegar à cama ao fim do dia, depois de nos termos arrastado da sala e não o próximo fim de semana em que finalmente nos pomos ao sol como lagartos. É ou não é?
Eu acho que sim. A minha cabeça anda mais lenta. Faltam-me ideias para posts por aqui. No emprego só quero que o dia passe sem grandes sobressaltos. Corria a família toda a pão com manteiga ao jantar e desisti de andar atrás do mais pequeno para ir para o banho. Lá para Agosto estou fina e logo a seguir levo com o Outono que é uma limpeza. Não vejo ideias novas. Está tudo à espera da autorização definitiva para tirar as havaianas do armário. É ou não é? Aqui por casa, definitivamente, sim.


8 de Abril de 2014

Hoje saía assim...

Parece que a Primavera já anda aí mas custa-me largar o casacão, a camisola, o cachecol. Aquela sensação de protecção, de andarmos ali sossegados sem ninguém nos chatear. O cinzento, neutro, que nos apaga quando é preciso, o preto que nos protege mas que ao mesmo tempo nos torna fortes. Chegaste, Primavera, mas tenho saudades do Inverno.


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Imagem via Street Styl-ish

7 de Abril de 2014

Segunda feira, a mim não me metes medo

(e enquanto repito isto vezes sem conta, tremo toda).

6 de Abril de 2014

Leituras ao pequeno almoço de Domingo


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- Não me venham com histórias - podem ter a vossa opinião - mas para mim os Europeus são umas criaturas incriveis. Há dias em que gostava de ser inglesa para me passear pelo countryside, viver numa cottage ou ir às compras a Oxford Street. Há dias em que gostava de ser francesa porque têm um je ne sais quoi fantástico. Francesa como a Garance define.

- E eu que pensava eu era uma moda, afinal tem um nome e um motivo para existir. Apresento-vos o Knolling.

- Uma das maneiras de andarmos para a frente, é deixarmo-nos de nos comparar com os outros. Eu já falei sobre isso mas não sou a única. A Bethany aborda o assunto de uma maneira muito interessante.

- Não consigo fazer uma coisa até ao fim, há sempre algo mais interessante para ver e as ideias que nascem muitas vezes passam à frente do que já estamos a fazer. Chama-se uma-tremenda-falta-de-concentração e sofro disso todos os dias. Aqui têm 5 formas de ajudar a que isso não aconteça.

Image via The Timeless Way

1 de Abril de 2014

Hoje saía assim

Esta vou ser eu no Verão, depois de muitas horas de praia. Naquela altura em que já não aguento o sol e a areia. Em que peço que o Outono venha rapidamente. Em que o cheiro a bronzeador de côco me enjoa.
Imagem de Sincerely Jules

31 de Março de 2014

O blog da vizinha: A mim ninguém me liga

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Sim, é verdade. A vizinha é gira e tem sempre coisas fantásticas para mostrar. Ideias que gostava de ser eu a ter tido. Textos que deviam ter sido escritos por mim.  Chega a fazer posts sobre assuntos que já me passaram pela cabeça. Se ela escreveu, já não vale a pena eu esforçar-me um milímetro que seja. Todos veneram a vizinha e a mim ninguém me liga.
Várias vezes pensei assim e se for preciso, amanhã, numa altura mais tramada do dia, vou pensar em qualquer coisa do género. A nossa cabeça é tramada e temos a tendência para medir o nosso sucesso - ou a falta dele - ao compararmo-nos com os outros. Está tudo errado, digo-vos eu do alto da minha sabedoria, eu que passo os dias a comparar-me com este blog e o outro. Eu, que há uns meses atrás, resolvi passar ao trabalho e aplicar-me aqui (e ao mesmo tempo vou comparando-me com os outros, mas tento que não me deite tanto abaixo como dantes).
Perspectiva, é o que têm de considerar. A vossa perspectiva é sempre única. A forma de a transmitirem é só vossa. Ninguém escreve como vocês. O facto de terem uma ideia na cabeça há mais de dois dias (o que para mim significa que vale a pena ser posta por escrito aqui) que tem de ser rapidamente partilhada, desvanece-se com a -suposta- falta de capacidade de a pôr por escrito. Escrevo e não me soa. Não era bem isto. Tem duas vírgulas a mais e estraga a parte visual da coisa. Deixem-se de tretas e continuem. Se há alturas em que não há mesmo veia para publicar algo que sabemos que os leitores vão perceber à primeira que não é de todo genuína e sentida, também há alturas em que a dúvida se senta no nosso ombro e dar-nos cabo da vontade de continuar. 
É preciso saber-se ser original na forma como apresentamos a coisa. Mostrar a nossa perspectiva, que pode não ser a mesma de muita gente mas que também pode ser uma forma de abrir os olhos de outras tantas. De todas as vezes - e não foram poucas - que publiquei algo que achei assim-assim, alguém comentou a dizer que partilha da mesma opinião, que nunca tinha visto a coisa dessa forma ou que a ajudei de alguma maneira. Podem existir posts que pareçam óbvios e que não acrescentam nada de novo, mas que no fim, acabam por ter muito mais aceitação e acabam por se tornar numa conversa agradável. A nossa originalidade e a nossa perspectiva ninguém nos tira. E lembrem-se que há sempre alguém que nos lê.

30 de Março de 2014

Leituras ao pequeno almoço de Domingo


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- Na Segunda-feira, a Margarida do Pano pra Mangas e eu, lançamos um desafio - podem ler as regras aqui e aqui. A Maria Rita lançou-se logo com um post no blog e começo a ver muitos #heartbombing por aí. Contamos com vocês?

- Eu sei a idade que tenho, se bem que a vejo como um número e não como um estado de alma (a sério, na verdade não tenho mais de 18 anos), mas este cansaço de que a Grace fala é-me muito familiar...

- Gostava de assistir a este workshop, mas vou ficar pelo gostar. Ainda assim, vejam o vídeo de apresentação e talvez percebam o que, para mim e espero que para vocês também, é esta história tenebrosa de ter um blog.

- A conversa do "ser original e diferente e põe o coração a falar" aplicada aos blogs nunca há de acabar, mas agora passamos ao "arrumado-com-ar-de-que-vivo-assim-todos-os-dias" no Instagram. É um cliché, não digo que não o faça mas não vivo para isso. E vocês?

Imagem de Two Delighted
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